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sexta-feira, 22 de abril de 2011

"Meu problema não é pensar demais. Meu problema é querer entender."

Acontece que nem tudo tem explicação, ou se tem, nem sempre a explicação está a nosso alcance. Talvez a melhor opção seja aceitar as pessoas como elas são, com suas virtudes e equívocos, e todos sabemos como é difícil agir assim.

Depois de muito tempo com alguém acho que é uma tendência natural pensar que não encontraremos outra pessoa para compartilhar a vida. É possível inclusive que muitos de nós estejamos convictos que o melhor é não encontrar alguém que nos suscite a vontade para tal. Assim que divorciamos, pensei ser uma espécie de anomalia social, mas aparentemente ser divorciado é comum, o que facilita a própria aceitação da atual situação de estado civil.

"Podemos fugir do mundo, mas não podemos fugir de nós mesmos. Para escrever nossa história precisamos conhecer nosso próprio ser. Muitos levam para seus túmulos seus problemas e conflitos porque não sabem entrar dentro de si mesmos com serenidade e reescrever a sua história." (Augusto Cury)

E relacionamentos longos fazem com que a personalidade de um se funda com a do outro, e daí quando há a separação um sentimento de redescoberta nos nutre a alma, e para nos (re)conhecermos é claro que temos de "tocar as feridas", "futucar o lixo", "adentrar o porão da memória", enfim perceber nossas muitas falhas.

Ninguém me disse que seria fácil passar por isso, perdi alguns amigos, ganhei outros, deixei para trás uma parte de mim para abrir espaço para um novo "eu", talvez mais tranquilo, mais aceitável, menos sistemático. As mudanças se fazem necessárias, e mudança é sempre assim algumas coisas vão ficando pelo caminho.

Posso dizer que de tudo aprendo um pouco mais, conheço novas pessoas com idades diferentes e vivências bem inusitadas, e me encanto por um sorriso, um olhar, um abraço. Estou aprendendo a deixar as "reticências" de lado e pontuar a vida, perguntar mesmo quando não quero ouvir a resposta, exclamar diante das belezas e pôr o ponto final quando o mesmo se fizer necessário. Reticências é uma forma de deixar em aberto uma resposta, um jeito de não tomar a decisão e deixar que a vida se apresente com as situações. Como diz a música "nossas escolhas vão dizer pra onde iremos", e fazer escolhas mesmo nos exigindo muita responsabilidade nos oferece uma dádiva: poder escolher os caminhos que queremos trilhar.

Para ler ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=TJ6NtCaXCxs

domingo, 10 de abril de 2011

MILK (2008)

Independente de considerar o homossexualismo certo ou errado, antes de mais nada homossexuais são pessoas e por tanto devem ser tratadas como tal.

Já li pesquisas de biologia que tentam explicar o homossexualismo, escuto as religiões defendem sobre o assunto, e logicamente que é um assunto polêmico, até ai tudo bem. O que não é tão bom é quando as pessoas resolvem obrigar o outro a viver de acordo com o que acha certo, e além disso: retalia ou discrimina.

Todas as chamadas "minorias" passam por perseguição e discriminação, e muitas vezes são assassinados brutalmente, sejam homossexuais, negros, mulheres... Dai a importância de ícones, como Harvey Milk, pessoas que conseguem mobilizar e organizar uma categoria/classe/grupo em prol de um objetivo maior e nesse caso o objetivo maior é a liberdade de poder viver a vida pessoal sem serem perseguidos.

MILK é um filme lançado em 2008, baseado na história política de Harvey Milk o primeiro homossexual (assumido) a ocupar um cargo público nos EUA. O personagem principal é protagonizado por ninguém menos que Sean Penn, o que já diz muito sobre o filme dado que não lembro de nenhum filme ruim com ele no elenco. Outro que aparece fazendo bonito é o James Franco, (aquele que fez o melhor amigo do homem aranha e depois virou o vilão do filme) que não tem o legado de Sean Penn mas marcou presença no filme e merece menção.

É um filme político, mas é primeiramente um filme comovente sobre a luta de uma "minoria", aqui os homossexuais, em busca do direito básico de qualquer pessoa: a vida e se possível poder escolher com quem se relacionar e poder trabalhar sem medo de ser demitido por conta da opção sexual.

Esse político foi assassinado e também por isso virou um ícone, mas ele foi apenas mais um, quantos homossexuais são assassinados todos os anos? E por que? Há uns anos na cidade onde resido um homossexual assumido e publicamente conhecido foi assassinado dentro de sua residência de maneira brutal, crime não solucionado, esquecido e pior: sem repercussão.

É triste quando chegamos a conclusão que algumas vidas valem mais que outras e que a impunidade incomoda quando o crime é contra a vida mais valiosa. Cabe a nós não deixar a esperança em dias melhores, não permitir a impunidade e mais que tudo, cabe a nós responder vorazmente a uma situação como essa.

Você pode não concordar com o homossexualismo, pode não achar certo ou bonito, mas é a vida de outra pessoa, viva a sua vida e deixe o outro ser feliz a maneira dele. O filme ganha **** quatro estrelinhas e só recomendo para os dispostos a ver a situação por outro ângulo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Se podemos complicar, por que simplificar?!

Esse é o lema de qualquer Discussão da Relação, a famosa D.R.! Depois de 10 min de conversa o foco do assunto se perde e as pessoas passam a discutir milhões de outros assuntos, liberando traumas e coisas que não tem nada a ver com a relação em si ou com o momento atual.

Um grande problema da D.R. é que horas depois (quando ela finalmente acaba) as pessoas ficam remoendo o que disseram ou como se sentiram e aquela D.R. vai levar a uma outra logo logo. É quase que um ciclo infinito, e dependendo das pessoas envolvidas, passa a fazer parte da rotina.

Detalhe que D.R. não é exclusivo de casais, essa prática (masoquista) é comum entre amigos e familiares, ou seja, (tipo praga) difícil ficar imune.

Existe um livro que é ótimo para aprender a lidar com essas situações: "Não Faça Tempestade em Copo D'Agua" - Richard Carlson - Editora Rocco. Acho que não preciso dizer que pertence a categoria de Auto-Ajuda, né?! Mas vamos deixar os preconceitos ou conceitos já formados de lado. Fato é que o livro oferece uma boa reflexão sobre situações variadas e nos permite refletir sobre o "bom senso nosso de cada dia".

Então, que tal não complicar?