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domingo, 11 de março de 2012

Purple Violets



No Brasil o filme foi lançado como "Segunda chance para o amor" (2007), com Edward Burns, Selma Blair, Patrick Wilson e Debra Messing. A fotografia do filme e a trilha sonora são ótimas, já valem pelos 107 min de filme.

Uma comédia romântica como muitas outras com final feliz, mas eu adoro finais felizes então super curti o filme. É cheio de encontros e desencontros do casal formado pelo Edward Burns e a Selma Blair que se encontram por acaso depois de muitos anos separados porque os personagens de Patrick Wilson e Debra Messing estão passando por uma crise no relacionamento. Eis que o momento é oportuno para o reencontro, e o telespectador pode contar com diálogos inteligentes e divertidos.


Dizer que é uma comédia seria forçar um pouco, mas é leve e agradável. Fica no ar a pergunta: Será que devemos dar uma segunda chance para o primeiro amor?

Tenho andado meio pessimista e não creio que algo que não deu certo uma vez pode vir a funcionar em outro momento. Mas (muitos de) nós adoramos reatar depois de muitos anos para testar se realmente "não era pra ser", na esperança de que com o tempo nossas diferenças tenham diminuído. 

De qualquer forma, para os românticos e otimistas de plantão tenho certeza que vão gostar muito do filme, tem um "quê" de poesia que paira durante vários momentos...  Afinal, todos temos um amor mal resolvido guardado na gaveta da memória.


"Hoje encontrei um venho amigo."

terça-feira, 6 de março de 2012

Nothing is like butter

E eu só queria ter alguém para passar a manteiga no meu pão. É isso mesmo, pode parecer bobagem, mas não é (pelo menos pra mim). Sonhei com isso a vida inteira, um cara legal que enquanto eu estivesse fazendo minhas abluções ele faça o café e passe manteiga nos pães asse levemente e sente para conversar e começar bem o dia. Não, eu não casei com um cara que fazia isso, mas como já dizia Renato Russo "E quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração"?!

Por isso fechei pra balanço.

Não, isso não é um ato revoltado. A gente tem mania de se revoltar por coisas idiotas (a gente = eu e minhas partes).

Ontem fui caminhar, porque afinal preciso queimar as milhões de calorias que consumo por falta de amor, e acompanhei o pôr do sol. Tenho que dar o braço a torcer, o céu da planície é realmente lindo. Haviam uns tons de vermelho com lilás e nuvens dançantes que tive vontade de sentar e pedir uma cerveja para acompanhar o espetáculo.

Essas são as melhores coisas da vida, esses momentos de paz profunda que o Universo nos proporciona.

Hoje eu mesma passei a manteiga no meu pão, fiz pra mim e pro papai. Acho que é por ai que a coisa anda, precisamos primeiro aprender a fazer pros outros quem sabe um dia alguém fará por nós também, mas não serei eu que vou esperar por esse dia.

E claro, ninguém é auto suficiente, por mais que queira ou aparente, não é à toa que vivemos bem em sociedade, crescemos e aprimoramos no mundo social, então talvez a idéia não seja essa. Talvez a idéia seja "amarmos uns aos outros incondicionalmente", quem ama cuida, logo todos nós deveríamos cuidar do próximo (não no sentido de fofoca ou sincericídio - vou escrever um post ainda sobre isso).

O mundo anda tão complicado... E eu só queria alguém que passasse a manteiga no pão.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Até o Fim*

"Quando eu nasci veio um anjo safado
O chato "dum" querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim" (Até o Fim - Chico Buarque)

Ah os obstáculos! O que seria da vida sem eles?! Haveria graça?!
Acho que acordei muito otimista hoje... rs*

Olhei para toda essa situação ridícula e ri, é isso mesmo, ri. Por que? Simples, nós seres humanos fazemos coisas idiotas porque somos humanos, demasiadamente humanos.

Quando eu era adolescente, mamãe me deu um livro chamado "Não Faça Tempestade em Copo D'água", claro que eu li tudo e grifei os pontos importantes de cada tópico, afinal eu devia estar fazendo alguma coisa de errado pra minha mãe de dar esse livro. Quando amadureci mais um pouco, percebi que mamãe tinha me dado o "segredo" do cotidiano feliz. São muuuuuuuuitas dicas de como não perder a compostura por coisas pequenas. Querido (a) se você parar e observar é incrível como tem gente que emburra por qualquer coisa! Juro! Tem gente que briga por um alfinete no chão, pela louça fora do lugar, pelo controle remoto, pelo copo em cima da madeira (e etc etc etc)!

Existem pessoas que procuram problema em tudo e o tempo todo, eu costumo chamá-los de garoto (a) enchaqueca. Fico entendiada perto de pessoas assim. Gente, ver problema é muito fácil eu quero ver é você achar solução! Isso é que é difícil.

Claro que tem aquele pessoal que cultiva a grande arte de reclamar. Esses eu considero um caso a parte. Sim, são muito criativos. Reclamam de coisas que requer teria passado pela sua cabeça, ou seja, devemos dar o braço a torcer pela criatividade e inovação desses sujeitos.

Mas tem gente que deixa de aproveitar os momentos porque se prende no que não deu certo. Imprevisto é uma palavra que pode destruir a paz de alguns. O que considero muito estranho. Tudo bem que dizer que amo imprevistos seria um pouco de saudosismo, mas posso dizer que convivo bem com eles.

Acredito em destino, mas acredito que o destino seja passar por determinadas situações para aprendermos algumas coisas, como lidamos e escolhemos sair dessas situações são escolhas, decisões (livre arbítrio). Nada é tão certo que não possa mudar (somente a morte e, acho eu, por enquanto).


Sabe que as vezes eu fico pensando e chego a conclusão que a maturidade é uma benção...